Margarida Valente

A relação da Margarida com o tricot começou ainda no secundário, quando aprendeu a tricotar com a mãe. Mais tarde, no mestrado, esse saber voltou a chamar por ela de forma inesperada: ao traduzir uma obra de fantasia juvenil onde uma personagem aprendia a fiar, percebeu que precisava de compreender verdadeiramente a linguagem e o gesto. Foi num workshop de fiação que nasceu uma paixão que viria para ficar.

O que a inspira é a história social e cultural e a transformação dos materiais — especialmente dos têxteis. Para a Margarida, há uma magia profunda em pegar em algo simples e torná-lo mais forte, mais durável, capaz de atravessar gerações. Criar é, para ela, um diálogo entre tempos: ir ao passado buscar conhecimento, para agir no presente e cuidar do futuro.

O seu processo criativo é intuitivo, quase instintivo, guiado mais pelo sentir do que pela técnica. Trabalha com raízes firmes nos métodos ancestrais, honrando quem criou antes em condições bem mais difíceis. A inspiração histórica está sempre presente.

Dentro do projeto, o que mais gosta de produzir são fios. Fiar é o momento em que as mãos trabalham e a mente descansa — um fazer sem pensar, apenas sentir.

Brave, da Pixar, é um filme que a acompanha e a inspira: uma história de amor próprio, autonomia e força interior. A Irlanda é o seu lugar no mundo, o país do coração.

Na colaboração com o Estúdio Paula Neves, valoriza profundamente a oportunidade de fazer da fiação um trabalho reconhecido e respeitado, tratado com seriedade e justiça — não apenas como um hobby.

Define-se como optimista, criativa e teimosa — especialmente quando lhe dizem que algo é difícil demais. Nesse caso, experimentar torna-se inevitável.

Produtos relacionados:

Este colaborador não tem produtos para apresentar.
Paula Neves